domingo, 7 de agosto de 2011

Reflita!

Ilusão encontrar, uma pessoa, um lugar...

Sonhos a sonhar, uma coisa prá se procurar.

Nos teus olhos, a se apaixonar, a perder o jogo, e num contorno, ganhar.

Criança viver, nos seus tempos perdidos, aprender

A ver o céu, as estrelas, o sol.

Acreditar num mundo que não é como flor, girassol.

O sol, nem sempre brilha, e a lua nem sempre cintila,

Poder do meu corpo, espírito e poucas canções...

Acreditar que na vida, um futuro poder-se ter,

A sonhar que num outro ano, a vida se possa viver...

A imaginar os momentos, como livros sem nenhuma cor...

A acreditar na vida, nas pessoas, no amor...

Palavra tão calma, tão falsa e sem calor,

Ironia de a vida deixar-nos viver...

Quero gritar, pular, morrer...

A fim de ficar sem a alma para saber...

Que nunca tantas palavras, tantos sentidos pudessem ter...

Quero viver, quero amar, mas o quê? O que buscar?

Caem lagrimas como gotas na água pálida dum sorriso falso, sem calço prá se construir a mim?

Hummm... Palavras sem graça, mas que alcançam corações sem medo,

Sem a certeza de um desejo;

Forte, com a sorte da verdade, uma tal felicidade...

De viver.

A mesma água que agora molha passou...

O vento que lá fora sopra, parou...

E seu cheiro, no meu corpo ficou.

Amor, definição de inconseqüência

Emoção, inadimplência.

Intenção sem paciência...

A morte provoca, vai embora...

Compreender a vida, é tempo, é hora... Perdida.

                                                                           (Jeferson Carvalho)


Ps.: Essa poesia foi extraida do livro Anjos - Dois Destinos do autor Lu Mounier.

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