Ilusão encontrar, uma pessoa, um lugar...
Sonhos a sonhar, uma coisa prá se procurar.
Nos teus olhos, a se apaixonar, a perder o jogo, e num contorno, ganhar.
Criança viver, nos seus tempos perdidos, aprender
A ver o céu, as estrelas, o sol.
Acreditar num mundo que não é como flor, girassol.
O sol, nem sempre brilha, e a lua nem sempre cintila,
Poder do meu corpo, espírito e poucas canções...
Acreditar que na vida, um futuro poder-se ter,
A sonhar que num outro ano, a vida se possa viver...
A imaginar os momentos, como livros sem nenhuma cor...
A acreditar na vida, nas pessoas, no amor...
Palavra tão calma, tão falsa e sem calor,
Ironia de a vida deixar-nos viver...
Quero gritar, pular, morrer...
A fim de ficar sem a alma para saber...
Que nunca tantas palavras, tantos sentidos pudessem ter...
Quero viver, quero amar, mas o quê? O que buscar?
Caem lagrimas como gotas na água pálida dum sorriso falso, sem calço prá se construir a mim?
Hummm... Palavras sem graça, mas que alcançam corações sem medo,
Sem a certeza de um desejo;
Forte, com a sorte da verdade, uma tal felicidade...
De viver.
A mesma água que agora molha passou...
O vento que lá fora sopra, parou...
E seu cheiro, no meu corpo ficou.
Amor, definição de inconseqüência
Emoção, inadimplência.
Intenção sem paciência...
A morte provoca, vai embora...
Compreender a vida, é tempo, é hora... Perdida.
(Jeferson Carvalho)
Ps.: Essa poesia foi extraida do livro Anjos - Dois Destinos do autor Lu Mounier.
Nenhum comentário:
Postar um comentário